Espelhos
Quando meu espelho se partiu
Passei a te ver com outros olhos.
Os olhos ainda eram seus,
Mas a paisagem, essa, tinha mudado.
Onde eu enxerguei o amor
Ficou um certo borrado.
Onde eu dei amor,
Ah...esse já tinha sido jogado pro lado.
É...sou construído de passado.
Fiz em mim um museu
E nele coloquei minhas obras
De vida, de arte, de dor e de sabor.
Quase acho graça
Desse estilhaço que viramos "nós"
Primeiro por ser rotulado, sempre,
De exagerado.
Depois, porque,
Enquanto você parecia nem acreditar
Que eu existia
Eu estava ocupado te amando,
Passei a te ver com outros olhos.
Os olhos ainda eram seus,
Mas a paisagem, essa, tinha mudado.
Onde eu enxerguei o amor
Ficou um certo borrado.
Onde eu dei amor,
Ah...esse já tinha sido jogado pro lado.
É...sou construído de passado.
Fiz em mim um museu
E nele coloquei minhas obras
De vida, de arte, de dor e de sabor.
Quase acho graça
Desse estilhaço que viramos "nós"
Primeiro por ser rotulado, sempre,
De exagerado.
Depois, porque,
Enquanto você parecia nem acreditar
Que eu existia
Eu estava ocupado te amando,
Te olhando e aprendendo.
Aprendi tanto,
Que, quando o espelho quebrou,
Entre o medo e o encanto
A minha paixão se espatifou.
Hoje o exagero foi seu.
Eu teria amado sempre,
Mas cansei dos atalhos,
Enchi o saco de retalhos
E desisti das sobras.
Hoje, o exagero foi seu,
E você, que nunca me quis,
Me perdeu.
Aprendi tanto,
Que, quando o espelho quebrou,
Entre o medo e o encanto
A minha paixão se espatifou.
Hoje o exagero foi seu.
Eu teria amado sempre,
Mas cansei dos atalhos,
Enchi o saco de retalhos
E desisti das sobras.
Hoje, o exagero foi seu,
E você, que nunca me quis,
Me perdeu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário